Juiz condena trabalhadora por mentir em processo

O Juiz Fernando Lima, da 3ª Vara do Trabalho de Taguatinga (DF), condenou a ex-funcionária de uma ótica por litigância de má-fé, além de duas testemunhas por falso depoimento.

De acordo com o magistrado, mentir sobre a jornada de trabalho contamina todo o processo. “O meu raciocínio é simples: se a autora alega uma única jornada e eu percebo que em duas lojas aquela narrativa é totalmente descolada da realidade, esse defeito contamina totalmente em relação àquelas duas lojas. Isso porque não existe meia verdade, nem meia mentira: existe apenas a verdade e a mentira, e a autora mentiu”, afirmou.

A trabalhadora pediu indenização por horas extras, relatou que entrava no trabalho entre 7h30 e 7h40 e saía entre 18h40 e 19h, com média de 30 minutos de intervalo, e suas testemunhas confirmaram essas informações. Porém, não contavam que a empresa juntaria imagens de suas câmeras onde ficava claro que ninguém trabalhava nos horários informados pela reclamante.

Lucyanna Lima Lopes, sócia do escritório Lima Lopes, Cordella orienta: decisão serve como alerta de quanto é’ importante para as empresas ter câmeras e salvar todo conteúdo, não só para esse caso si, mas acidentes, furtos, discussões, etc, o que faz prova inequívoca nos processos.