Relacionamento profissional na era das redes sociais

Você está utilizando adequadamente e otimizando os contatos que você tem feito nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens instantâneas?

Muito já falamos aqui de Networking e sua importância para o desenvolvimento profissional. Acredito que esse relacionamento hoje chega a um alto patamar, em que a pessoa tem maior facilidade de conectar umas com as outras. Essa prática nunca esteve tão fácil de realizar como nos dias de hoje. Na verdade, está literalmente na palma das mãos. Mas, a questão é, como você utiliza este relacionamento a favor de sua vida profissional?

Estudando o tema, anotei algumas dicas, as quais também procuro aplicar em meu dia a dia de trabalho. Compartilho com você leitor para aproveitar ao máximo o potencial de sua rede de relacionamento.

Começo aqui falando sobre o ‘senso de oportunidade’ – se observarmos com olhar clínico o perfil das pessoas as quais temos em diferentes grupos, e aquelas conectadas com nossas redes, teremos um universo de perfis que em algum momento poderemos acionar e ou mesmo indicar para que sejam acionados para atender a uma determinada demanda. Suas redes hoje são um celeiro de oportunidades. Pare, pense e analise quem são as pessoas as quais você pode contar com o apoio. E isso vale para grupos dos mais diversos temas: do condomínio, futebol, igreja, nos subgrupos do qual você participa pela vida profissional e por aí vai. Não subestime nenhum, em todos temos oportunidades.

Após feito esse exame, pense o quanto você está apto a contribuir. Lembre-se que o networking requer sua presença, mas não somente como um pedinte, mas também estar pronto para também ajudar. Dia desses, um colega meu comentou quem em seu condomínio existe a prática de compartilhar vagas do estacionamento. Ele sempre se dispõe a emprestar a sua para os integrantes do grupo do condomínio, quando não a mesma está inutilizada. Em contrapartida, um morador que sempre o vê fazendo essa prática, sabendo que ele é advogado o indicou para um projeto em uma companhia. A proposta foi aceita e ele executou esse trabalho.

Aliás, posso afirmar que seu relacionamento se solidifica quando você é útil para alguém, a gratidão por uma ajuda a um terceiro, que para você pode até soar simples, como emprestar uma vaga de garagem que você não está utilizando naquele momento, pode ser o suficiente para que o beneficiado não lhe esqueça e o tenham o ‘top’ de sua agenda.

Mas Networking também exige ‘simancol’. Não se pratica o mesmo utilizando de comportamentos ‘chatos’ dentro de suas redes. Pense como pode ser corrosiva por exemplo, uma calorosa discussão em grupos de condomínio. Dependendo de sua forma de se expressão, as portas se fecham por você passar uma imagem negativa.

Por último ainda, reforço que tudo é uma via de mão dupla: se pediu ajuda em um grupo para solucionar algo, ou para pedir uma ponte, então na próxima oportunidade você deve devolver a ajuda, não necessariamente para quem lhe ajudou, mas para outros integrantes. Não esqueça nunca de agradecer a quem lhe prestou apoio. Um obrigado, ou a falta dele, faz toda a diferença, entre potencializar a sua presença, ou ser visto como alguém ingrato, cotado a ser deixado de lado nas próximas oportunidades e demandas. Então, mãos a massa e otimize seus contatos para colher melhores resultados em sua vida profissional na era digital.

Fonte: De Bernt

Negociação de débitos tributários com a União

Bolsonaro assinou hoje a MP do Contribuinte Legal, que trata da negociação de débitos tributários com a União.

A medida terá o potencial de gerar arrecadação de R$ 14 bilhões em três anos conforme o Ministério da Economia.

O procurador-geral da Fazenda Nacional ressaltou a importância da medida para recuperação de dívidas e estímulo ao diálogo e negociação entre a Fazenda e contribuintes.

A MP prevê duas modalidades de negociação:

1 – transação na cobrança da dívida ativa, para casos de contribuintes que estão em dificuldades.

2 – negociação em discussões tributárias (administrativas ou judiciais) que tratam de casos decorrentes das complexidades do sistema tributário.

As transações referentes a débitos da dívida ativa os descontos poderão reduzir em até 50% o valor total da dívida. Esse percentual pode aumentar para até 70% no caso de pessoas físicas, micro ou pequenas empresas. As reduções ocorrem sobre as parcelas acessórias da dívida – juros, multas, encargos- não atingem o valor do principal e poderão ser parceladas em até 84 meses e 100 meses para micro ou pequenas empresas.

Fonte:
Lucyanna Lima Lopes
Advogada – Sócia Fundadora
OAB/PR 24.484 | OAB/SC 21.128 | OAB/SP 308.323
LIMA LOPES, CORDELLA & ADVOGADOS ASSOCIADOS

TST PROÍBE CUMULAÇÃO DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

Na quinta-feira, dia 26/09/2019, o TST julgou incidente de recurso repetitivo para decidir que é proibida a cumulação dos adicionais de insalubridade e periculosidade, ainda que decorrentes de fatos geradores distintos, conforme previsto na CLT.

A decisão se aplica a todos os casos que versem sobre esse assunto.

Por Fernanda Macioro Bessa, advogada da área de Gestão de Pessoas e Práticas Trabalhistas do Lima Lopes, Cordella & Advogados Associados.

Fonte: Notícias do Tribunal Superior do Trabalho – IRR 239-55.2011.5.02.0319

Empresa de telefonia deve indenizar cliente por sucessivas faturas erradas

Uma operadora de telefonia foi condenada a pagar R$ 2 mil de indenização por danos morais a um cliente pela perda do tempo livre. A decisão é da juíza Maria Alice Alves Santos Melo Figueiredo, do 10º Juizado Especial de Aracaju.

iStock
Segundo a sentença, que transitou em julgado, o caso ultrapassa o mero dissabor, uma vez que o autor continuou a receber faturas acima do contratado, mesmo comprovando que entrou em contato com a empresa diversas vezes para tentar resolver o problema.

Para a juíza, o desvio produtivo ficou caracterizado, uma vez que, diante do mau atendimento, o consumidor teve que desperdiçar seu tempo para resolver um problema criado pelo fornecedor.

Na sentença, a juíza ainda criticou a atuação de empresas que oferecem telefonia, internet e tv por assinatura, como no caso dos autos. “A experiência tem demonstrado a insatisfação dos consumidores com o fornecimento desses serviços, representada pelo alto número de ações movidas em face das empresas”.

Para a juíza Maria Alice Figueiredo apesar do recorrente abuso por parte das empresas, o Judiciário não tem dado uma resposta eficaz, entendendo que casos como o analisado representam apenas aborrecimentos cotidianos.

“Entendo ser fundamental a mudança na jurisprudência, para que as empresas sejam incitadas a promover uma melhora nos serviços fornecidos. A sensação de descaso agride psicologicamente o homem comum. Não é apenas a dor física que atinge a dignidade da pessoa humana. Evidenciado está o dano moral”.

Tadeu Rover

Fonte: Revista Consultor Jurídico

Promoção fantasma

Recentemente recebi em meu escritório um executivo de alto escalão que atua em uma empresa do ramo moveleiro. Este profissional trouxe a mim a seguinte situação:

“A empresa a qual faço parte fez uma reestruturação na alta cúpula. Das cinco gerências que atuavam, três foram mantidas. As funções das outras extintas foram distribuídas para os três executivos que permaneceram nos cargos. Houve um aumento significativo de atividades, porém sem aumento salarial e do quadro colaborativo. O que faço? Sou um dos gestores que tiveram suas áreas mantidas.”

Segundo o executivo, ainda um novo planejamento estratégico trianual já foi discutido e aprovado. As atividades, com metas e objetivos já estão todas projetadas e os desafios lançados para cada uma das áreas sobreviventes.

Minha orientação: na verdade essa prática não é tão incomum no mundo corporativo. Ultimamente, inclusive, ela vem crescendo, não se restringindo a períodos de ajustes que praticamente todas as empresas estão suscetíveis a passar.

Porém é preciso analisar o cenário com calma. Não é uma boa alternativa logo de cara, dizer que não irá aceitar a nova configuração. É preciso tempo para analisar o cenário com menos emoção, procurando ser mais assertivo.

Por um lado, é de se pensar sim que a empresa está cortando da própria carne para enxugar a estrutura, visando uma recuperação lá no futuro. Tendo êxito, sim, todos serão recompensados. Se esse for mesmo o discurso, é preciso levar em consideração que a própria empresa elegeu você para continuar no barco e que acredita na capacidade neste momento tão delicado.

Mas também já presenciei companhias que fizeram esse tipo de reestruturação, mas que ao invés de buscar outros profissionais no mercado, optaram em dar mais atividades para os atuais gestores, pensando em uma forma de testar esse profissional com relação a uma futura promoção que exigiria uma maior dedicação. Isso pode sim acontecer, com um bom desempenho, elas acabam por fazer a promoção em poucos meses.

Então, se você passa por esse dilema, sugiro dar um tempo antes de tomar uma atitude. Ao menos dois meses para você poder tirar as conclusões sobre o novo cenário. Se no andar da carruagem verificar que sim, a empresa precisou reestruturar e que no futuro vai lhe compensar por isso, busque deixar isso as claras com seu superior, tentando colocar prazos para que a situação possa voltar a ser conversada, sem que haja margem para cair no esquecimento.

Se por outro lado você perceber que as coisas não ficaram claras, não deixe de sondar o mercado e buscar novas oportunidades. Porém, volto a frisar: você só terá esse discernimento depois que o tempo passar, e a promoção fantasma efetivamente permita uma análise mais precisa da empresa e do contexto que se apresenta.

Fonte: De Bernt

Não se pode exigir das empresas reclamadas a antecipação dos honorários periciais.

A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho decidiu que, mesmo em ações propostas antes da vigência da reforma trabalhista, a exigência de antecipação de honorários periciais é incompatível com o Processo do Trabalho.

O artigo 790-B da CLT determina que a responsabilidade pelo pagamento de honorários periciais é da parte sucumbente no objeto da perícia, bem como veda ao juízo que exija o adiantamento de valores.

Ainda que assim não o fosse, antes da vigência da reforma trabalhista, os honorários não poderiam ser exigidos também pelo entendimento do artigo 6º da Instrução Normativa 27 do TST.

Processo: RO 157-96.2018.5.08.0000

Fonte:Dra. Fernanda Macioro Bessa
OAB/PR 63.394
Gestão de Pessoas e Práticas Trabalhistas
Lima Lopes Cordella & Advogados Associados