JORNADA DE TRABALHO EXTERNA – ANOTAÇÃO EM CARTEIRA DE TRABALHO – OBRIGATORIEDADE

O artigo 62 da CLT elenca os empregados que estão excluídos do regime de controle de jornada de trabalho, dentre eles aqueles que exercem atividade externa, incompatível com a fixação de horário, com tal condição devidamente anotada na carteira de trabalho.

A ausência de referida anotação na CTPS, porém, não implica presunção de veracidade de jornada alegada por empregado que exerce suas atividades externamente.

Esse foi o entendimento da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que afastou a condenação da empresa ao pagamento de horas extras, por entender que a ausência do registro da condição especial na carteira de trabalho se trata de irregularidade administrativa, mas não presume, automaticamente, a possibilidade de controle de jornada.

Ou seja, a obrigação de anotação em CTPS continua vigente, porém, caso não tenha havido, não implicará, automaticamente, condenação da empresa ao pagamento de horas extras em favor do empregado.

FONTE: Blog Nona Todo Dia.

Desligamento de colaborador

O desligamento de um profissional que atua em cargos de confiança nas esferas executivas, estaduais ou Federal, vezes ou outra, acaba por ganhar um bom espaço na mídia quando consolidado. Geralmente, e infelizmente, antes que isso ocorra, essa pessoa costuma ser ‘fritada’ nas redes sociais e até em alguns segmentos de comunicação.

Esse processo pode ser corrosivo para o profissional cortado e muitas vezes para o órgão e Governo que tomou a decisão. Em alguns casos, para tentar amenizar o impacto na vida deste indivíduo, alguns líderes ainda dão a opção da pessoa enviar a carta pedindo o desligamento, demonstrando assim o tom de que é ele quem teve a iniciativa de deixar o cargo.

No mundo corporativo não é muito diferente, excluindo a exposição maciça, o processo também costuma não ser tão amigável. Porém, existem trabalhos específicos que orientam empresas a realizar um bom processo de desligamento nas companhias. Sim, o ‘despedir pessoas’ pode ser menos doloroso e até vantajoso para as corporações e para o próprio profissional.

Antes de tomar a decisão de encerrar um contrato, as empresas precisam organizar esse trabalho como um outro qualquer. Isso vale para dispensa em massa ou para aquelas individuais. Acima de tudo, é necessário usar da verdade e do respeito para com o ser humano.

Na grande maioria das vezes as companhias faltam com a verdade no momento de justificar o motivo deste desligamento. As vezes o cidadão cometeu um deslize que, perante a corporação, não é compatível com os valores da empresa. Na hora de desligar fala-se em contenção de gastos. Além de soar falso, provoca na pessoa uma ira, alimenta a mágoa e não ajuda o profissional a ter subsídio para viver aquele momento.

A verdade quando falada às claras e de maneira adequada vai contribuir diretamente para que o profissional possa fazer uma autorreflexão. Quem sabe nas próximas oportunidades não cometerá os mesmos erros.

Para empresas que precisam lidar com essas situações, quase que com frequência, o ideal é ter um programa interno que trate deste assunto, que oriente o Recursos Humanos e até mesmo a liderança a saber como proceder em casos como esses. Em algumas situações, ter o suporte de uma consultoria de desligamento pode ser uma excelente estratégia, principalmente para médias e grandes empresas.

Esse respeito para com o desligado, vale também para empresas que possuem parceiros terceirizados em suas estruturas, seja ele remotamente ou internamente. Imagine a situação, por exemplo, de uma assessoria que trabalha há um bom tempo em determinada área da companhia. E lá pelas quantas, a empresa pede para seu corpo jurídico ligar para essa empresa dizendo que o contrato será encerrado no próximo mês.

Bem, se o trato é com determinada área ou liderança o tempo todo, seria no mínimo ético chamar a consultoria para fazer esse encerramento explicando os motivos. Tratar da parte legal é uma outra etapa, e não cabe ao ‘jurídico’ fazer esse papel.

Para quem está sendo desligado, o ideal também é questionar os motivos do desligamento, mas não como forma de inverter a situação, mas para justamente poder ter em mãos a real situação do porquê a empresa tomou aquela decisão. Isso o deixará um pouco menos desconfortável e o ajudará a levantar-se para novas oportunidades em um tempo menor. Fico na torcida para que o Brasil tenha menos desligamentos e mais oportunidades nos próximos anos no mercado de trabalho.
De Bernt

Comportamento em entrevista de emprego

Após ter feito um bom currículo e o ter colocado no mercado para avaliar futuras oportunidades, o profissional que deseja uma nova colocação ou mesmo busca se reinserir precisa se preparar para possíveis entrevistas com recrutadores. Muitos pecam nessa etapa e perdem valiosas vagas disponíveis no mercado.

No olhar de quem já entrevistou centenas de pessoas, posso dizer que a maioria esmagadora dos candidatos que não conquista uma oportunidade peca justamente em itens comportamentais, coisas que aprendemos com a vida. A experiência e a parte técnica, sim são importantes, tanto é que ‘possivelmente’ o recrutador já identificou isso em seu currículo. A entrevista é justamente o momento dedicado para você mostrar o quanto é capaz de desempenhar essas técnicas.

Toda e qualquer entrevista exige cuidados e preparação dos candidatos. Vou deixar algumas dicas que vão lhe ajudar a conquistar aquela vaga desejada.

A primeira delas é: fale a realidade, não aumente o discurso sobre sua experiência ou participação em um projeto. Mentir então, nem pensar. O recrutador tem um olhar bastante assertivo a essa atitude. Se identificado, ele vai deixar o seu currículo de lado.

Se indagado sobre o motivo em que você se desligou do trabalho anterior, no caso de recolocação, jamais fale mal do antigo chefe, de colegas e da empresa a qual você colaborou. Isso vai denotar que você não tem uma maturidade emocional para resolver questões internas. Prefira respostas mais genéricas não entrando em detalhes ou críticas, passando a imagem de que você é uma pessoa discreta.

Busque informações sobre a empresa em que você está pleiteando uma vaga. Se identificado que o ‘jeitão’ daquela companhia não é a sua praia, não insista e prefira declinar da oportunidade, pois mais cedo ou mais tarde você vai se desmotivar.

É claro que existem entrevistas as quais não se abrem o nome da companhia. Contudo, pergunte antes de agendar ao menos o ramo de atividade e o setor que a pretendente atua.

Por último, lembre-se que entrevistas não são interrogatórios. São diálogos, conversas. Você deve dosar respostas, mas também fazer perguntas interessantes e pertinentes sobre a corporação, sobre a vaga e projetos em andamento. Isso vai denotar interesse pela posição e causar uma boa impressão em quem está fazendo o recrutamento. Estou torcendo por você!
De Bernt

A difícil decisão de morar e trabalhar fora do país

Inúmeros profissionais que atuam em multinacionais passam por uma difícil fase da carreia –  a de tomar uma decisão de aceitar ou não um convite para trabalhar no exterior.

Para quem olha de fora, essa seria a oportunidade dos sonhos para muita gente. Mas, não se pode ceder as seduções que essa proposta profissional muitas vezes carrega consigo. Como todas as outras oportunidades na carreira de um indivíduo, ela requer análise e uma decisão madura, necessitando um olhar profundo dos prós e contras e mais do que isso: como essa fase profissional no exterior poderá agregar a carreira, vivência e financeiramente falando.

Julgo como difícil a decisão de aceitar um eventual convite porque essas oportunidades geralmente envolvem inúmeras variáveis. Todo aquele que se submete a uma vaga no exterior terá que enfrentar a tarefa de lidar com uma nova cultura, língua, alimentação… Vai ter que aprender a gostar ainda mais de si mesmo, aprender a se virar sozinho.

Posso afirmar ainda que a balança pesa mesmo é para o lado emocional. Nós brasileiros, somos mais sentimentais, temos um apego a família e amigos e isso conta muito. Alguns anos atrás eu recebi esse convite oriundo de uma multinacional. Digo que naquela ocasião a decisão não foi somente minha. Na época,  eu já tinha minha família constituída e achei justo consulta-los antes de dar a resposta final a companhia.

Ao levar a proposta para o ‘conselho familiar’, eu mesmo me surpreendi, pois todos, naquela momento não gostariam de mudar de país e também não gostariam que eu o fosse sozinho. Mediante a isso, e a outros pontos,  refutei a oportunidade.

Cito esse exemplo porque quero destacar que o ‘momento de vida’ e de carreira precisam ser levados em consideração antes de uma resposta final. Outro ponto que procuro orientar as pessoas quando procurado é para sempre pedir para a empresa dar a ela o tempo que deseja que se permaneça no exterior. Não feche uma proposta somente com a passagem de ida. Essa indefinição vivida não vai lhe deixar confortável durante sua vivência no exterior.

Ainda, se a decisão for levar a família, lembre-se que em muitos casos, a rotina dos profissionais que atuam lá fora é regada a viagens constantes. Então, os membros terão que estar cientes que sua presença também não será tão próxima – e certamente haverá essa necessidade de proximidade.

Por outro lado, muitos desses profissionais que optam pela vaga, recebem de 30 a 45 dias de férias. Ao organizar esse período, evite retornar para o país, prefira outros destinos. Essa vinda de tempos em tempos só fará a sua saudade aumentar, podendo minar sua permanência restante lá fora.

Analisados todos esses pontos, aí sim faça o balanço da parte positiva desta oportunidade, a começar pela celebração deste convite, poucas pessoas têm esse privilégio. Se a sua opção for pelo sim, enumere todos os benefícios que você poderá colher, certamente serão muitos. Ao retornar para sua Pátria, após um período no exterior, certamente você estará ainda mais maduro e apto para assumir inúmeros outros desafios.

Fonte: De Bernt

Profissional de RH

Nossas gostosas conversas semanais sempre giram em torno de como as pessoas podem transformar as carreiras para melhor e, claro, com isso poder impactar positivamente a vida de outras pessoas por meio de suas atividades diárias.

Desta vez quero falar justamente de um dos principais profissionais que atuam diretamente na gestão de pessoas nas organizações. O profissional da área de Recursos Humanos. Se é ele quem ajuda outros colegas a ter uma trajetória de êxito dentro das companhias, então pergunto: e a ele, quem dará o suporte para que a sua carreira também seja promissora?

Antes desta resposta, é preciso destacar que quem escolhe trabalhar nos recursos humanos, inicia a trajetória cursando gestão de pessoas e pode vir a atuar em diferentes segmentos da área como: recrutamento e seleção de equipe, treinamento, desenvolvimento de colaboradores, administração de benefícios e salários.

Aos colegas de recursos humanos que leem este texto hoje vão lembrar desta minha observação: até alguns anos atrás, o RH era algo completamente operacional. Essa função nas organizações é atualmente muito mais estratégica. O profissional passou a dar suporte a todas as áreas. É ele quem vai selecionar todas as pessoas que trabalharão na empresa e, por isso, precisa estar alinhado com os objetivos e planos da companhia.

Por vezes vai gerenciar talentos, identifica habilidades, promover ações que estimulem a produtividade e, claro, buscar e ou brigar pela qualidade de vida dos empregados.

Logo, cabe a própria direção da companhia dar apoio para melhor formar esses colaboradores que atuam nos recursos humanos, ofertando e disponibilizando meios para atualização constante. Por outro lado, também é papel do próprio profissional buscar ficar antenados as tendências de mercado.

O perfil de um colaborador que atua em recursos humanos, diria eu, está ancorado no tripé: ter capacidade de aprender, desaprender e voltar a aprender. Certamente essas características o tornará um ótimo profissional dentro das organizações, independentemente do porte da mesma, pois a área é exigida em pequenas, médias e grandes empresas.

Fonte: De Bernt

A rotina após a aposentadoria

A reforma da previdência está na iminência de acontecer e muitos profissionais, aptos ou próximos de desfrutar de sua aposentadoria, fazem as contas e iniciam uma corrida por pedidos junto ao INSS, imaginando que podem ocorrer mudanças que possam, principalmente, aumentar o tempo de contribuição.

Bem, se a preocupação é legítima ou não, antes de solicitar a aposentadoria é preciso realizar um planejamento em diferentes frentes. Desta forma, você poderá desfrutar de seu tempo livre com mais tranquilidade.

A primeira análise que o profissional nesta condição deve se ater é a questão financeira. Lembrando que grande parte dos profissionais que se aposentam, receberão um valor menor, quando comparado a sua vida ativa. Logo, se você não planejou uma renda complementar, cuidado, é necessário saber como fará para comportar o orçamento atual, com a nova realidade de renda, evitando se endividar e desta forma transformar a aposentadoria em algo não grato.

Então faça as contas. Se necessário adapte sua vida a nova realidade financeira.

Outro ponto a ser analisado é em relação a sua vida profissional. A pergunta que você deve fazer para si mesmo: “Desejo efetivamente ficar em casa, dando tempo maior para o nada”? Muito cuidado com essa questão.

Já vi muitos colegas passarem por período de aposentadoria e depois adoecerem devido ao ócio em excesso. Falo isso com propriedade porque sou aposentado de minha função mãe, mas não parei de trabalhar.

No meu caso decidi reduzir o ritmo em algumas áreas e me dedicar as consultorias, palestras e conversas com profissionais, algo que eu gosto muito de fazer e que antes, as atividades do dia a dia me traziam limitações de tempo.

E você o que gostaria de fazer, sem necessariamente precisar ter uma rotina desgastante? Planeje, pode ser um trabalho voluntário, um projeto que quer desengavetar ou mesmo uma outra atividade profissional que agora você pode fazer e ainda lhe trará renda complementar.

Esses pontos precisam ser analisados antes de solicitar sua aposentadoria. Nos dias de hoje, muitas consultorias em recursos humanos, ofertam serviços de orientação para os futuros aposentados. Se for o caso, busque orientação profissional para seu planejamento e faça desse período uma fase harmoniosa e gostosa de se viver.

Fonte: De Bernt

Curso de preposto – Oportunidade para empresas diminuirem custos com deslocamento para audiências trabalhistas!

Hoje um dia qualquer pessoa pode ATUAR COMO PREPOSTO na justiça do trabalho, uma vez que a reforma trabalhista não obriga mais que apenas funcionários ou sócios façam esse papel. Empresas têm contratado prepostos terceirizados para que compareçam nas audiências, minimizando o custo com a retirada dos colaboradores de seus postos de trabalho e com grandes deslocamentos.
Para isso, é importante preparar-se.
Em parceria com a fantástica @Já Entendi, desenvolvemos o curso, ofertado por meio de videoaulas criadas a partir de uma metodologia de aceleração da aprendizagem.
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