A porta para o primeiro emprego

O primeiro trimestre é um período fértil para os jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho. Se você der uma zapeada nas revistas de carreiras, negócios ou portais de RH, perceberá que há muitas oportunidades ofertadas por grandes e médias empresas que lançam seus programas de trainees e de estágio.

Mas como aproveitar esse momento e conquistar aquela colocação tão sonhada?

Diferente de quem está buscando uma vaga no mercado de trabalho, os estágios e trainees abrem a opção da ausência de experiência no currículo. As empresas costumam analisar mais o perfil do candidato e sua aptidão para vir a acompanhar a rotina diária em sua estrutura. Então o candidato não precisa comprovar experiência. Em vez disso, precisa convencer o recrutador de que tem perfil e aptidão para aquela vaga disponibilizada.

Vale lembrar aqui que existe distinção entre estágio e trainne. O primeiro você pode começar a fazer um acompanhamento já no início do seu curso e vai trabalhar especificamente na área a qual você escolheu cursar. A ideia deste modelo é juntar os conhecimentos ofertados pelo seu curso com a prática no mercado. Geralmente, a remuneração é feita por meio de bolsa auxílio que varia conforme a área.

Já o candidato à vaga de trainee precisa ter uma cancha, geralmente cursando o último ano. A ideia não é usar somente da área a qual se escolheu cursar, a intenção é fazer com que a pessoa escolhida passe por diferentes áreas dentro da companhia, para que se possa moldar o seu talento a determinadas funções, pois a ideia é preparar essas pessoas para assumir, no futuro, cargos de liderança e chefia. As remunerações para essas vagas costumam ser generosas, contudo a concorrência também é proporcional.

Então, estudantes de plantão, mãos à obra. Aproveite esse início de ano para mapear as empresas que estão ofertando essas oportunidades. Inscreva-se para os programas e prepare seu currículo baseado em suas experiências colhidas em seu curso, ressaltando como você lida com as pressões, como é seu relacionamento, os projetos que desenvolveu, aqueles que deram certo e aqueles que não deram certo, citando é claro, o que se aprendeu.

Tudo isso vai lhe deixar bastante seguro em uma eventual oportunidade de participação em processos de seleção. Siga essas dicas e certamente terá sucesso. Boa sorte!

Fonte: De Bernt

Empresas inclusivas

Dia desses estive me deslocando do hotel para o aeroporto após finalizada a visita a um cliente. Quando o motorista do táxi parou em um sinal, observei pela janela um prédio bastante bonito e com uma placa mais bonita ainda, que dizia “Secretaria Municipal de Apoio a Pessoas com Deficiência”. Ao girar os olhos olhei para a calçada que rodeava o prédio e pasmem: não havia em nenhum local uma guia rebaixada ou um acesso que permitisse um cadeirante adentrar com facilidade naquele prédio.

A situação me chamou a atenção pelo fato de que a essência daquela secretaria é atender pessoas que precisam de políticas públicas que as ajudem ser inseridas no contexto social. Minha conclusão, olhando de fora, a sensação que me deu é a de que, o órgão é só mais uma daqueles criados para não funcionar em nosso país, infelizmente.

Trazendo isso para o mundo corporativo devemos pensar neste mesmo contexto. Minha empresa é inclusiva ou é uma ‘fachada e um outdoor’ bonitos quando se aborda o assunto? Até que ponto ela é realmente inclusiva: é só um marketing social ou é algo que está em seus valores?

O respeito com quem é diferente é a primeira lição que as empresas que se dizem inclusivas precisam aprender. A inclusão nas organizações é um leque amplo: necessita por exemplo, ofertar acesso adequado para as pessoas em suas instalações, espaços internos adaptados a quem tem necessidades. É preciso quebrar preconceito em relação a cor, religião, sexo, gênero e por aí vai.

Esse processo de inclusão precisa partir da companhia, dando exemplo a seus colabores, buscando sensibilizá-los sobre o motivo daquela política aplicada. Sendo algo verdadeiro, o público interno acaba por absorver e a viver aquele contexto de maneira natural.

Em outra organização que estive visitando no Norte do Brasil, na hora do almoço observei que duas pessoas com deficiência visual almoçavam com os colegas de trabalho numa boa. Riam, contavam piadas e se confraternizavam à mesa, mesmo essa mesa, em alguns momentos ficar com algumas migalhas do prato dessas duas pessoas. Os colegas que junto estavam não os ajudavam a limpar o espaço, pois sabiam que essa não era a atitude mais adequada para aquele contexto. Isso é entendimento vivido pelos colaboradores e que certamente a empresa conseguiu, de alguma forma repassar a seu público.

Efetivamente o mercado valoriza empresas com esse perfil. Mas, certamente o maior ganho que se tem quando se adota a inclusão dentro das organizações é a satisfação dos profissionais que viverão esse respeito e tenderão a serem defensores da marca e até mais produtivos em suas atividades.

O ano de 2020 chegou e com ele inúmeras possibilidades de se fazer projetos dentro das organizações. Que tal colocar o tema ‘inclusão’ como meta para os próximos meses? Fica a dica!

Fonte: Debernt Enchev – -Bernt Entschev – consultor de carreiras

Determinada suspensão de processos sobre jornada de motoristas de transporte de cargas com contrato de trabalho anterior a Lei nº 12.619/2012.

O Ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a suspensão de todos os processos na Justiça do Trabalho que tratem de validade de norma coletiva que restrinja direitos trabalhistas não previstos na Constituição Federal, inclusive sobre jornada de trabalho de motoristas de transporte de cargas.
A determinação envolve todas as ações que discutem a (im)possibilidade do controle de jornada aos motoristas em período anterior à Lei nº. 12.619/2012, época em que os motoristas profissionais estavam enquadrados na exceção do artigo 62, I da CLT.
Esse enquadramento decorria de negociação coletiva, de modo que, à época, representava a manifestação de vontade de uma categoria, não podendo ser relegada pelo interesse individual daqueles que movem ação trabalhista alegando não se enquadrarem nessa exceção.
As reiteradas decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho e pelo próprio Tribunal Superior do Trabalho, em sentido diverso, que passaram a desconsiderar a negociação realizada por acordo coletivo – que previa essa exceção até 17/06/2012 – desprestigia o princípio da autonomia da vontade das partes, e, principalmente, fere o princípio da segurança jurídica.
Assim, todos os processos que versam sobre esta matéria ficam suspensos até que seja julgada a ADPF nº. 381, que está em trâmite no Supremo Tribunal Federal.

Fonte:Thayana Wabesky Bertuzzi Lopes
OAB/PR 61.381
Coordenadora – Gestão de Pessoas e Práticas Trabalhistas
Lima Lopes Cordella & Advogados Associados

Empreendedorismo feminino cresce em todo o mundo

Recentes levantamentos feitos pelo IBGE mostram que as mulheres continuam ganhando menos do que os homens em diferentes ocupações. Mesmo com escolaridade maior e uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as profissionais ganham, em média, 20,5% menos que os homens no Brasil.

A resposta a essa questão envolve inúmeros fatores. O primeiro, sim está o antigo machismo por parte de homens que se veem fracos frente à mulheres no mercado de trabalho e, mesmo que inconscientemente acabam por podar a atuação feminina. O segundo é que há uma interpretação errônea por parte das empresas de que a mulher, por precisar se dedicar a família, principalmente, nas fases de gestação, tende a não trazer resultados (tema esse que já abordamos em outras colunas).

E o preconceito, que ainda existe no mercado em relação a figura feminina, confundindo o sexo frágil, com competência. E aqui, vejo um preconceito generalizado que parte inclusive da própria figura feminina em relação as mulheres, muitas vezes deixando de apoiar um profissional somente pelo fato de ser, mulher. Logo é preciso que a sociedade como um todo passe por uma maturação e comece a ver a figura profissional da mulher sem rótulos ou pré-julgamentos.

Por isso é que no mundo todo vem crescendo o empreendedorismo feminino. Apesar de enfrentarem novos obstáculos, as mulheres têm driblado as barreiras do mercado e buscado novas alternativas para conquistar o que lhes é de direito, principalmente no que se diz respeito a remuneração igualitária por um serviço prestado, ou ao reconhecimento profissional, o que de fato o mercado tradicional não tem feito.

Somente no Brasil, segundo dados do SEBRAE, hoje são 9,3 milhões de mulheres à frente de um negócio, representando 34% de todos os empreendedores formais ou informais no Brasil.

Uma das portas de entrada para a mulher de negócios são as startups, segundo levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) e de dados do The Boston Consulting Group (BCG), empresas fundadas por mulheres faturam mais quando comparada aquelas fundadas por homens, apesar da desigualdade no mercado.

No Brasil, apenas 12,7 % das startups são comandadas por mulheres, número que deve crescer nos próximos anos, devido ao alto grau de estudo e profissionalização do público feminino.

A opção por uma carreira solo é uma forma de independência da mulher no mercado de trabalho. Dentro das empresas, embora se tenha evoluído muito, existem ainda barreiras culturais que precisam ser quebradas. Por meio do empreendedorismo, as mulheres farão essa quebra pelas próprias mãos. E elas estão no caminho certo.

Se você mulher deseja ser uma empreendedora, não tenha medo, busque auxilio de consultorias especializadas em montar o seu próprio negócio. O começo de ano é um bom período para pensar nessas alternativas de carreira, certamente você terá um universo a desbravar e a conquistar.
Fonte: @De Bernt

Para onde caminham os MBA’s?

Hoje, 06 de janeiro, o mundo Cristão, especialmente pessoas que professam a fé católica, celebram o dia de Santos Reis. Em uma das homilias feitas pelo Papa Francisco sobre esta data ele faz a seguinte colocação: “Este gesto dos Magos em visitar o Menino Deus, se resume em três etapas: eles veem a estrela, põem-se a caminho e oferecem presentes … Por que somente os Magos viram a estrela? Porque, talvez, poucos levantaram o olhar para o céu. Os Santos Reis não se contentaram com a vidinha de sempre, mas entenderam que, para viver de verdade, é preciso uma meta mais alta, e por isso, manter o alto olhar”.

Trazendo esse ensinamento cristão para os dias atuais, vemos que a nossa vida precisa de metas mais altas e um olhar mais profundo e alto para onde caminha a humanidade, para onde caminha a nossa vida. Segmentando esse ensinamento, lembrei de uma notícia que li há alguns dias que fala da rápida transformação que as instituições de ensino superior passarão nos próximos anos e que você como profissional certamente será impactado. Se não prestar atenção nestas mudanças, lá na frente, poderá perder tempo, dinheiro e ficar para traz na carreira.

A informação a qual me deparei fala que “As inscrições para algumas das escolas de negócio mais importantes dos EUA estão caindo em ritmo acelerado. A média da perda de alunos em 2019, comparada ao ano anterior, ficou um pouco acima dos 10 por cento”. Instituições consagradas como Harvard, MIT, Stanford, Columbia e Yale estão entre as que mais perdem alunos. A reportagem é do Wall Street Journal.

A equação dessas renomadas instituições não fecha. Isto porque é provável que não exista somente uma resposta para esse fenômeno que se aproxima. A tese mais aceitável é que os cursos ofertados hoje pelas instituições de ensino não entregam o resultado esperado pelos empresários, empreendedores e executivos.

E por que não entregam? Porque eles não conseguem acompanhar a velocidade da transformação do cenário do mundo empresarial. Hoje, para concluir uma pós-graduação, é necessário dedicar meses, anos, para no final, muito daquilo que se viu já estar desatualizado para o mercado.

O que essas instituições precisam antever como especialistas em educação, é a nova realidade da sociedade. Cursos de curta duração, que sejam aplicáveis no dia a dia serão muito melhores aceitos e melhores moldados as necessidades dos profissionais em seu dia a dia. A técnica, inclusive, poderá ter maior valor que a teoria.

Aos profissionais e as empresas, é preciso ficar atentos as suas demandas no momento de programar a sua atualização olhando para o tripé: necessidade; tempo e investimento. Essa é a nova dinâmica do mercado e das carreiras. O mercado precisa de profissionais atualizados constantemente e antenados àquilo que a sociedade deseja.

Aproveite a mensagem deixada pelos Reis Magos há mais de 2 mil anos ao fazerem o gesto de visita ao Menino Deus, para ver onde brilha a estrela e ponha-se a segui-la.
Fonte: De Bernt

É tempo de revelar o amigo secreto

Adentramos Dezembro e o mundo corporativo vira, literalmente uma grande festa. Entre as atrações que praticamente todas as empresas gostam de promover, independentemente do ramo de atividade em que se atue, está o Amigo Secreto.

Alguns amam, outros sentem arrepios só de ouvir a palavra. Mas, por não ser uma unanimidade entre as pessoas, por que muitas empresas ainda insistem em realizar tal ‘integração entre colaboradores’?

Em sua concepção a ideia é muito boa, pois a troca de presentes também se traduz na troca de carinho, estreita o relacionamento e se muito bem conduzido é um momento de descontração que alivia toda a tensão que possivelmente se tenha vivido naquele ano.

Porém, quando se institucionaliza o amigo secreto, aí é que mora o problema. Ninguém pode se sentir ‘obrigado’ a participar. Se isso ocorrer, são grandes as chances de dar errado, como por exemplo, pessoas sortearem nome de um alguém que muitas vezes não se tem um bom relacionamento, ter gente que não se dedica a busca de um presente com a cara do amigo e ou ainda de pessoas receberem presentes que não condizem com a sua pessoa. Ai o que era para ser uma confraternização, vira reclamação.

Então para não errar, ao decidir que se fará o amigo secreto, a primeira regra é: convide as pessoas e jamais as obrigue a participar. Estipule um presente condizente com o grupo. Por exemplo: se são pessoas que ganham bem, então o valor pode ser mais arrojado. Se for uma equipe a qual se tem remunerações mais modestas, pense em valores apropriados.

Regra básica: se a ideia for misturar os públicos, sempre balize pelo menor valor, para que pessoas da base não se sintam obrigadas a comprar algo com valor monetário muito alto. E, se nesta mesma ideia, você colaborador tirar uma pessoa da liderança, não se sinta obrigado a comprar algo além do estipulado. Lembre-se que o gesto vale muito mais do que o valor.

Tendo isso definido, seja criativo, aproveite a oportunidade para fazer desta ferramenta de relacionamento, uma forma de fazer com que as pessoas se sintam bem e que tenham uma confraternização alegre e inesquecível.

Fonte: De Bernt

Atividades com combustíveis e inflamáveis

Em 10/12/2019 foram publicadas as Portarias n. 1357 e 1360, que tratam das NR´s nas atividades de combustível e inflamáveis. A Portaria n. 1357/2019 passa a prever a inexistência de periculosidade para as quantidades de inflamáveis contidas nos tanques de combustível originais de fábrica e suplementares, certificados pelo órgão competente. A Portaria n. 1360/2019 trás uma nova redação à NR-20, que trata da segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis, bem como, altera formas de fiscalização e penalidades.
Fonte: Thayana Wabesky Bertuzzi Lopes
Advogada Coordenadora – OAB/PR 61381
Gestão de Pessoas e Práticas Trabalhistas
LIMA LOPES, CORDELLA & ADVOGADOS ASSOCIADOS

O trabalho evolui e as organizações necessitam inovar

O ano de 2020 bate a porta e como consultor em gestão de pessoas preciso deixar um recado para profissionais e empresários: olhem o futuro de suas carreiras e de suas empresas focando a estratégia de inovação como algo prioritário. Digo isso porque, quer a gente queira, quer não, o mundo vai empurrar nossas atividades para as necessidades contemporâneas da sociedade. Quem não se adaptar, vai ficar pelo caminho, ou no mínimo terá muita dificuldade para se manter no mercado.

Estudos recentes apontam que em 2019, cerca de 64% da população mundial já é composta por pessoas nascidas após 1980. Cada geração traz consigo novos comportamentos, valores e expectativas. E é essa geração que será cada vez a maior parcela da força de trabalho no mundo.

É importante destacar e não esquecer são pessoas com expectativas diversas, que buscam algo muito diferente de seus pais, tem facilidade de lidar com a tecnologia, além de outras ambições.

Por isso é essencial manter a pesquisa de clima organizacional nas empresas a fim de entender exatamente o que engaja e satisfaz esses novos colaboradores.

Mas como inovar nas organizações?

Obviamente isso que não quer dizer para deixarmos tudo o que foi construído para trás, mas sim ressignificar os valores, aprender e reaprender, questionar os status atual. Adaptar-se ao novo contexto.

Acredito que para olhar o novo e buscar as inovações necessárias, precisamos urgentemente nos relacionar com esse “novo mundo empresarial”, com essa “nova sociedade”, muitas vezes tão diferente daquilo que pensamos.

Só iremos conseguir avançar como profissionais, executivos ou empreendedores quando enxergarmos esse novo mundo que está avançando cada vez mais rápido e transformando mercados de maneira muito mais rápida que imaginávamos.

Há tantas oportunidades para observarmos, que muitas vezes, nos sentimos perdidos frente a essa avalanche de novidades que chegam. São novas tecnologias, novos concorrentes, novos conceitos.

Podemos começar a se relacionar com o novo buscando informações confiáveis na internet, novas leituras, por meio de programas de desenvolvimento ou simples conversas.

É preciso ter mais curiosidade. O importante é estar aberto a esse novo contexto de inovação que vivemos. Quando superarmos esse obstáculo, sem dúvida alguma, ficará mais fácil pensarmos em inovação organizacional. Essa é a dica, reserve em seu planejamento 2020, um espaço generoso para pensar na tarefa da ‘inovação’.

Fonte: De Bernt