Assertividade e inteligência emocional

Traduzindo em poucas palavras posso dizer que inteligência emocional é a capacidade de avaliar os seus sentimentos e os sentimentos das outras pessoas, fazendo com que essas duas realidades se cruzem e se tornem algo produtivo, assertivo. Quem tem ou desenvolve essa habilidade leva bastante vantagem no mercado de trabalho. Para quem deseja cargos de liderança, digo que a inteligência emocional é requisito de extrema importância para se alcançar resultados expressivos com a equipe.

Lendo Daniel Goleman, estudioso do tema, com publicações distintas sobre o assunto, identifico em uma de suas obras algumas dicas bastante salutares. Separarei cinco delas, que mostram como melhor aplicar a inteligência emocional no dia a dia. A primeira delas é o autoconhecimento emocional que é tudo aquilo que acontece com você. É importante saber como você rende ou se comporta quanto está cansado, preocupado, com inúmeras prioridades para resolução etc. Identificar esses picos vai lhe ajudar em outro ponto: controle emocional, ou seja, como lidar com essas emoções.

Exemplificando: se estou com raiva em meio a uma reunião, é imprescindível não explodir, senão o resultado certamente tende a ser pífio. E assim se deve agir em outras situações, adequando para cada realidade.

A segunda é a automotivação, ou seja, se eu sei que o meu comportamento é de determinada forma, vamos usá-lo para atingir os objetivos, buscando o melhor resultado. Ou seja, se eu me conheço ficará mais fácil de direcionar as forças para o resultado, evitando confrontar com as fraquezas.

As duas outras habilidades que selecionei, referem-se as outras pessoas. O exercício é reconhecer no outro as mesmas emoções que você sente. Essa combinação vai trazer inúmeros benefícios no seu dia a dia.

Ao longo da minha carreira tive inúmeros chefes e clientes. Lembro-me de um gestor, lá no início da minha trajetória profissional. Essa pessoa era de difícil trato, mudava de humor ao sabor da hora do dia, da estação do ano etc. Então eu e meus colegas aprendemos que para conseguir êxito com ele era necessário antes identificar para onde apontava o seu ponteiro emocional.

Claro que isso gerava uma expectativa em todos nós da equipe, porque estávamos, sem querer ou saber, exercitando nossa inteligência emocional. Porém, ele como líder não fazia questão de se colocar em nosso lugar, a via era de mão única, então os resultados poderiam ser melhores se houvesse essa contrapartida de nosso chefe. Muito capacitado, penso que, se ele tivesse desenvolvido a inteligência emocional, seria um líder altamente produtivo, mas faltou esse cuidado por parte dele e o apoio da própria organização em identificar essa necessidade de desenvolvimento.

A última habilidade que destaco são os relacionamentos interpessoais. Pessoas que sabem lidar com outras pessoas fazem a maior diferença no mercado de trabalho. E isso não vai cair em desuso tão cedo. Com o advento dos computadores e máquinas que fazem grande parte das atividades técnicas, cada vez mais as atividades entre indivíduos são as que restarão no mercado de trabalho e vai se sobressair aquelas pessoas que sabem lidar com diferentes perfis de profissionais.

Minha dica final vai para as lideranças empresariais e para aqueles profissionais que atuam em recursos humanos: como anda a inteligência emocional de seus gestores? Pare, pense e aja. Se a sua resposta é um ‘não sei’ redondo ou um ‘mais ou menos’ faça algo imediatamente e ajude a sua equipe a desenvolver habilidades além da parte técnica, que provavelmente, eles já o fazem com maestria.

Fonte: De Bernt